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terça-feira, 6 de setembro de 2011

NOVA CBR1000 RR FIREBLADE 2012

Estas são as primeiras imagens dImagea nova Honda CBR1000 RR Fireblade para 2012. Aqueles que estavam à espera de uma nova “Blade” radicalmente renovada, vão ficar um pouco desapontados, pois estas imagens acabam por parecer de certa forma familiares, uma ligeira renovação em vez de completa remodelação.

A alteração que mais “salta à vista” é o novo desenho das ópticas e uma nova carenagem frontal. A fazer lembrar as anteriores gerações da CBR1000 RR antes de 2008, este novo desenho da frente deverá conseguir reacções mais positivas do que aquelas que a actual geração conseguiu quando chegou aos concessionários.

Ao nível do motor… uma pequena desilusão!

Se já havia muita gente a pensar que para o próximo ano poderiam contar com um novo V4 com 1000 cc, estas imagens vêm desmentir esses rumores há muito falados nos bastidores da Honda e, ao que parece, o motor estará relativamente pouco alterado. No entanto, e ainda sem saber quaisquer dados técnicos, será de esperar que a Honda tenha aproveitado esta oportunidade para dotar o seu tetracilíndrico em linha de mais potência, de forma à “Blade” conseguir responder aos ataques da forte concorrência do Japão e Europa.

O quadro recebe inovações pontuais, mas muitas outras coisas vão ser completamente novas: as jantes com novo desenho (possivelmente mais leves para maior agilidade), novo painel de instrumentos e, a maior mudança de todas, forquilha “Big Piston” da Showa com amortecedor traseiro a combinar.

Este novo conjunto de suspensões vai permitir à nova CBR1000 RR Fireblade melhorar o seu comportamento, algo que será definitivamente necessário caso a principal desportiva da Honda queira regressar aos lugares de destaque neste segmento.

Ainda analisando o vídeo e as poucas imagens que conseguimos obter da nova moto, a Honda vai continuar a disponibilizar este modelo com, e sem C-ABS, pois nas imagens não vislumbramos os típicos anéis que compõem o sistema auxiliar de travagem.

Mas mais intrigante será a ausência de botões ou indicadores no painel de instrumentos que mostrem um novo pacote tecnológico que inclua controlo de tracção, ou outras opções que hoje em dia já são comuns neste tipo de motos.

Uma resposta a esta questão é o facto da Honda não utilizar o sistema de controlo de tracção e ABS de última geração da Bosch, e que outras marcas utilizam nos seus modelos – portanto, igual para todos. A Honda prefere desenvolver “dentro de casa” esses problemas e certamente mais tarde veremos uma versão mais exclusiva com todos os “gadgets” electrónicos que um verdadeiro piloto tem direito.
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O facto da Honda apresentar uma nova versão da Fireblade reutilizando peças da unidade que agora sai de cena, pode ser considerada a escolha sábia. Ao estender o ciclo útil da vida desses componentes, a Honda deverá conseguir manter este modelo a um preço relativamente mais baixo em relação à concorrência o que significará mais lucros em torno de um modelo de moto que acarreta custos muito elevados de desenvolvimento.

Outro ponto no qual a Honda deve ter baseado a decisão de não efectuar grandes alterações a este modelo, será a opinião que os motociclistas têm desta superbike. De acordo com números de vendas e opiniões recolhidos em vários países, a grande maioria das pessoas acredita que, independentemente dos números relativos à potência, ao nível de performance a moto já tem o suficiente para utilização em estrada.

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